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quinta-feira, 9 de agosto de 2012

PRESÍDIO REGIONAL

PM recolhe cinco celulares na unidade


Apesar do propagada expressão de unidade de segurança máxima, coisas estranhas continuam ocorrendo no Presídio Regional de Montes Claros, situado no Bairro Jaraguá II. Nesta semana, mais um fato de infiltração de objetos na casa de detenção foi descoberto e revelado. Na tarde de terça (7), policiais militares foram empenhados a comparecer ao Presídio, na Avenida Antônio de Freitas, onde, de acordo com de um agente penitenciário, o preso Tiago Gomes da Silva estaria corredor fazendo faxina, quando entrou no banheiro fora do pavilhão e demonstrou estar bastante agitado.
Os agentes penitenciários desconfiaram da ação e resolveram fazer buscas no interior do banheiro, quando tiveram outra surpresa. Eles encontraram na porta, enrolado em um saco plástico e amarrado com um cordão, cinco celulares, sendo três da marca Samsung, um da LG e outro da Nokia, todos sem os chips. Os aparelhos foram apreendidos e entregues na Delegacia de Polícia Civil, que deverá investigar como os objetos entraram no presídio, considerado de segurança máxima. A entrada de celulares em unidades prisionais é um perigo, já que podem contribuir para a prática de crimes, como tráfico de drogas e ordem para a execução de rivais que estão soltos.

SUPERLOTAÇÃO

Além das constantes tentativas de infiltração de drogas, celulares e outros objetivos no interior do Presídio Regional de Montes Claros, a unidade prisional passa por uma situação preocupante: a capacidade de recebimento de detentos já foi ultrapassada, conforme reportagem publicada no final do mês passado pela InterTV Grande Minas. Nos dois presídios da cidade, o número de presos esta acima do recomendável. A superlotação nas penitenciárias e presídios do País tornou-se um problema social. Em Montes Claros, as duas unidades estão operando além da capacidade. Celas para até seis detentos estão abrigando até 19 presos.
No presídio Alvorada a capacidade já ultrapassou 16%. O local tem capacidade para 262 presos, mas opera com 302.  A Pastoral Carcerária também acompanha a situação dos presídios. Para a equipe, a superlotação é um problema que compromete a qualidade de vida dos detentos. Um relatório aponta que 300 presos não são de Montes Claros, o que ajuda a piorar a situação. Para a coordenação da pastoral, a questão precisa ser resolvida o quanto antes. O diretor do Presídio Regional disse que já existe um projeto de ampliação, mas não soube dizer o prazo de início da obra.

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