Cabo indiciado por estelionato, e apropriação indébita

Chiquinho Despachante
Cabo Melo
O militar Laércio Soares de Melo, o Cabo Melo, foi indiciado pela Polícia Civil por estelionato, falsidade ideológica e apropriação Indevida de bens de Chiquinho Despachante. Conforme noticiado no dia 22 de março de 2011, a família de Francisco Santos Filho, o Chiquinho Despachante, denunciou à Polícia Civil e esta buscou esclarecimentos a respeito da venda de uma casa de Chiquinho, situada na Rua Oito, no Bairro Canelas II, feita pelo militar a duas servidoras da Prefeitura de Montes Claros, em outubro de 2010. A casa já pertencia ao despachante desde setembro de 2009, quando comprou e pagou ao próprio cabo Melo, mas este não lhe deu a posse, pois “desapareceu” quatro dias antes da data marcada, contratualmente, para recebimento da posse da casa, onde o militar mantinha um irmão morando de favor na casa.
Os familiares somente tomaram conhecimento do negócio quando as supostas compradoras tentaram fazer a escritura e descobriram que a casa não pertencia mais ao militar. Durante o inquérito, descobriu-se que as compradoras também não pagaram o preço da casa e foi descoberto um emaranhado de negócios confusos feitos pelo militar, com fortes evidências da prática de estelionato e falsidade ideológica. Ainda durante as investigações, apurou-se que o militar também se apropriou de um veículo Pajero 1999/2000, placa KLE-8298, que pertencia ao despachante. A família denunciou o caso porque achou intrigante a segurança que o militar teve para vender um imóvel do despachante, sem se preocupar com o que seria feito se ele voltasse.
A apuração serviu para reforçar a suspeita de envolvimento do militar no desaparecimento de Chiquinho e, segundo informações não confirmadas, o caso já deixou de ser tratado como “desaparecimento” para ser tratado como homicídio e ocultação de cadáver. Segundo se apurou, ainda resta aguardar a manifestação da 8ª Promotoria de Justiça a respeito das conclusões do inquérito de estelionato e apropriação, na expectativa de que sejam tomadas medidas eficazes e urgentes para proteção e segurança do patrimônio e vida de esposa, filhos e familiares do despachante.
PARA RELEMBRAR
Francisco Santos Filho, popularmente conhecido como “Chiquinho Despachante”, encontra-se desaparecido desde o dia 30/12/2009, quando saiu de sua residência em companhia de Laércio Soares de Melo, o Cabo Melo, indo para região rural de desta cidade (região do DER/Sítio São João) e nunca mais foi visto, conforme inquérito que está sendo coordenado pela Polícia Civil em Belo Horizonte, tendo como delegado responsável o Julio Wilke - que não foi localizado para se manifestar. Informações anteriores davam conta que o caso era considerado complexo e que o inquérito ainda estava em fase de investigações.
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